FORTALEZA ESPORTE CLUBE

 O clube que nasceu para ser o campeão Falar das origens do Fortaleza Esporte Clube passa necessariamente por falar do maior desportista cearense de todos os tempos: Alcides de Castro Santos. Primeiramente, ele fundou em 1912 um clube também chamado Fortaleza, que posteriormente veio a ter suas atividades encerradas. A seguir, participou da fundação do Stella Foot-Ball Club, em 1915 (Stella era o nome de um colégio suíço onde estudavam os filhos de alguns nobres representantes da alta sociedade de Fortaleza). Este clube teve estreita ligação com o Fortaleza Esporte Clube (FEC), principalmente pela presença de Alcides Santos na formação dos dois, tendo o Fortaleza sido fundado em 18/10/1918. Como grande desportista que era, também estimulou e participou da fundação de Riachuelo, Tabajara e Maranguape, todos antes de 1918. Esteve ligado ao Fortaleza EC em seus primeiros 20 anos de história.

Alcides Santos nasceu em 04/11/1889, filho do político e professor Agapito dos Santos. Estudou na Europa de onde trouxe a paixão pelo esporte bretão. Foi próspero comerciante, sendo sócio e fundador de diversas empresas cearenses, além de primeiro representante da Ford Company no Brasil. Foi fundador da Sociedade Cearense de Filatelia e Numismática. Comprou e doou ao Fortaleza o campo do Alagadiço (próximo de onde hoje é a Igreja de São Gerardo), além de construir o Campo do Prado (onde se situa a Escola Técnica Federal) e doá-lo à ADC (Associação Desportiva Cearense, fundada em 23/03/1920, sob sua liderança). Trouxe o primeiro atleta de fora do estado para jogar oficialmente em Fortaleza - Nelsindo em 1919. Além disso, foi atleta de remo do Flamengo, quando sua família morou no Rio de Janeiro, acompanhando seu pai, à época deputado federal.

No que se refere ao Fortaleza Esporte Clube, podemos citar, entre seus fundadores, o próprio Alcides Santos (o primeiro presidente do FEC), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clóvis Moura, Jayme Albuquerque e Clóvis Gaspar, entre outros.

Além de Alcides Santos, o Fortaleza teve como presidentes (em ordem alfabética):

Acelino Costa Leitão
Agapito dos Santos
Airton França Rebouças
Alfredo Machado
Álvaro Kruel Viana
Antônio Renan Vieira e Silva
Ariosvaldo Gomes de Almeida
Camilo Aguiar
Carlos Alberto Ribeiro
Carlos Rolim Filho
Cleiton Alcântara Veras
Edmar Rabelo Maia
Edmar Vilar Queirós
Edmilson Barros de Oliveira
Edmilson Bindá
Eurico Salgado
Ezequiel Menezes Filho
Fares Cândido Lopes
Fernando Antonio Oliveira Silva
Flávio Novais
Francisco Alves Maia
Francisco Araújo
Francisco Bezerra de Oliveira
Francisco Maganhães
Francisco Marcello Martins Desidério
Francisco de Souza Filho
Galileu Saldanha
Heitor Ribeiro
Helder Veríssimo
Hider Correia Lima
Ivan Cesar Ramos (Carinha)
João César Vasconcelos
João de Deus Costa Lima
João Gentil
João Gonçalves Monteiro
Jorge Alberto Carvalho Mota
José Atanásio dos Santos
José Belém de Figueiredo
José Edy Sabóia
José Girão de Oliveira
José Girão Frota
José Milton de Holanda Pimentel
José Raimundo de Albuquerque Costa
José Ribamar Felipe Bezerra
José William Girão Frota
Lauro Pessoa Martins
Leonel Pereira de Alencar Neto
Lúcio de Castro Bomfim Júnior
Luiz Abner de Souza Moreira
Luiz Carlos de Oliveira (Almirante)
Manuel Nunes de Oliveira
Mário Morais
Mauro Morais
Mendo Leonel Chaves
Nestor Falcão Filho
Newton Cavalcante
Ney Rebouças
Osvaldo Azim Filho
Osvaldo Lima
Otoni Diniz
Paulo Rogério Magalhães
Paulo Arthur Carneiro Magalhães
Pedro da Silva Torres
Péricles Augusto Bezerra Mulatinho
Quintino Feitosa de Castro Paiva
Raimundo Regadas
Sílvio Carlos Vieira Lima

Sem falar de grandes nomes tricolores como o Cel. Mozart Gomes (e seus filhos), Luís Rolim Filho, Jackson de Carvalho, Antônio Gumercindo, Manuel Guimarães (e seu filho Maurício Guimarães), João Quevedo, Geraldo Luciano, Delfino Filho e Delfino Neto.
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FERROVIÁRIO ATLÉTICO CLUBE

Fundado por humildes trabalhadores em 9 de maio de 1933, no Setor de Locomoção da saudosa Rede de Viação Cearense (RVC), o Ferroviário Atlético Clube é a maior expressão esportiva de raízes operárias do Brasil, símbolo da democratização do futebol nacional e precursor do futebol profissional no estado do Ceará.

O Ferrão, como é conhecido, cresceu rapidamente e logo tornou-se uma das três grandes potências do futebol cearense. Sua história repleta de glórias, que ganha, a cada ano, novos e belíssimos capítulos, faz com que seu nome esteja sempre presente em qualquer abordagem sobre os grandes clubes brasileiros.

De acordo com Ernani Buchman, ex-presidente do Paraná Clube e autor do livro “Quando o Futebol Andava de Trem”, o Ferroviário não só é um dos maiores vencedores entre mais de uma centena de times de origem ferroviária no país, como é o que demonstra hoje a maior vitalidade, seguindo forte diante de tantas dificuldades que assolam o futebol brasileiro.

VALDEMAR CARACAS
Valdemar Cabral Caracas, nascido na cidade de Pacoti (CE) em 9 de novembro de 1907, é o fundador do Ferroviário Atlético Clube.
Foi também o primeiro comentarista de futebol do estado, trabalhando na Ceará Rádio Clube, pioneira da radiofusão cearense. Caracas se envolveu ainda com a política, sendo eleito vereador de Fortaleza em 1937, pelo extinto Partido Socialista. Posteriormente, em 1947, ajudou a fundar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) no estado do Ceará.
Em 2007, comemorou-se o Centenário de Caracas.
A seguir uma crônica do próprio Valdemar Caracas, escrita em maio de 1994, onde ele conta detalhes sobre a fundação do clube coral.

FUNDAÇÃO DO FERROVIÁRIO ATLÉTICO CLUBE
Por Valdemar Cabral Caracas

Vou falar sobre o Ferroviário, precisamente do Ferroviário Atlético Clube. Nascido em 1933, fruto da junção das equipes "Matapasto" e "Jurubeba", recebeu, na pia batismal, o nome de Ferroviário Footbal Clube, mas, na confirmação da crisma, fiz substituir o Football por Atlético.
Antes que me perguntem, vou dar, para vocês, esta explicação primordial. Iniciava-se o ano de 1933, quando a direção da Rede de Viação Cearense (RVC) autorizou a execução de serviços extraordinários nas oficinas do Urubu, para a reparação de locomotivas, carros e vagões, durante um expediente noturno, que começava às 18 e terminava às 20 horas. 

Como o expediente normal expirava às 16:25, os operários mais jovens que residiam longe dali (Barro Vermelho, Soure, Otávio Bonfim, Quilômetro 8, Parangaba, Mondubim) resolveram aproveitar a hora de folga para a prática de futebol; na preparação do campo, a relva retirada do espaço a ele destinado, era constituída de mata-pasta e jurubeba.

A verve operária, que era fértil, escolheu, então, estas plantas medicinais para denominação das duas onzenas que se defrontavam todas as tardes, no campo improvisado. As traves das metas eram roliças, confeccionadas que foram com tubos inservíveis, retirados de caldeiras das "Marias-fumaça".

Com aquele "timezinho" cognominado apenas de Ferroviário, eles, os operários-atletas, ou melhor, pebolistas, foram aos subúrbios onde realizaram partidas amistosas, com real proveito para a harmonia do conjunto, tudo sem qualquer interferência da minha parte.

Foi, então, que deliberei fazer dele gente, como se diz na gíria. Reuní operários, meus companheiros, promovi sessão com livro para a lavratura de atas, fiz um retrospecto da agremiação que surgia, completei o nome desta e disse-lhes da importância daquela reunião, como fator auspicioso para projeção da classe ferroviária.

Era pretensão minha que tal ocorresse a 9 de novembro, quando eu completaria 26 anos, mas o entusiasmo exigiu a antecipação e não perdi tempo, marcando o dia para 9 de maio, exatamente 6 meses antes de 9 de novembro. Parti, então para a nova missão, aproveitando as horas disponíveis da minha atividade funcional.

Fui tudo no Ferroviário, menos presidente, porque nunca quis sê-lo. Fui pai, mãe, babá e, sobretudo, seu educador, disciplinando-o, pois a equipe suburbana era useira e vezeira em tomar o apito do árbitro, quando a decisão deste não lhe fosse agradável. Acabei com essa prática danosa ao seu comportamento, o time se fez clube, cresceu e está aí, vencendo os tropeços e dando alegrias a todos nós, seus torcedores.
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CALOUROS DO AR

O Calouros do Ar Futebol Clube é um clube de futebol da cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará. Fundado no dia 1° de janeiro de 1952, o clube ostenta como maior triunfo a conquista do Campeonato Cearense de 1955. É muito conhecido pelo fato de ser um time da Base Aérea de Fortaleza, possui uniforme semelhante ao Fluminense e tem como alcunhas o nome de  Tremendão da Aerolândia e Tricolor da Base Aérea
Fundado no ano de 1952, o Calouros do Ar sempre abrigou aspirantes a oficiais aviadores que chegavam todos anos à Base. O nome, por exemplo, é uma homenagem á banda musical da Base Aérea de Fortaleza. Seus atletas tinham todo o apoio do Comando daquela corporação e torcida quase total de todo efetivo da Base e de grande parte da cidade. Seus atletas eram todos da Base Aérea, mas, uma vez por outra, aparecia um bom jogador de fora, principalmente do interior do Estado e desde que não quisesse ganhar muito dinheiro, se mantinha como jogador do clube.

Sua estréia no futebol profissional foi no dia 10 de maio de 1953 ao empatar com o bom time do Gentilândia por 1 x 1, porém o clube ainda não conseguiu chegar ás finais daquele certame.
Um dos primeiros times do Calouros do Ar

Em 1954 ocorreu uma das maiores glórias do Tremendão da Aerolândia. O diretor do Ceará, Ivonísio Mosca de Carvalho, queria trazer para Fortaleza o time do Botafogo e seus craques para comemorar os 40 anos do Ceará (1914-1954). Porém, problemas no calendário dos times dos dois estados foram um empecilho. Ivonísio instistiu tanto que conseguiu acertar a vinda do clube carioca.

No dia 12 de junho, o Botafogo faria uma partida diante do Calouros, uma espécie de preliminar, num sábado. A festa mesmo dos 40 anos, seria no dia seguinte, domingo, quando os visitantes enfrentariam o Ceará. Durante o jogo, o Calouros do Ar enfrentou o time carioca de igual para igual. Apesar de que, das estrelas do clube alvinegro, só veio o Garrincha, faltando Didi e Nilton Santos. Mesmo assim o Tremendão fez valer o mando de campo e venceu o Glorioso por 1 x 0 com gol aos 40 minutos do segundo tempo anotado por Gilberto Ciarlini, para a festa dos torcedores cearenses.
Calouros do Ar: Chico Martins; Pedrinho e Azevêdo; Jandir, Helder (Zanata) e Índio; Luciano, Zezinho, Beto (Orlando Ciarlini) Nelsinho e Zuzinha.
Botafogo: Pianoswisky; Gerson e Floriano, Arati, Bob e Juvenal; Garrincha, Dino, Carlyle, Paulinho e Vinícius.
 Estádio Presidente Vargas, Fortaleza (CE). Gol: Gilberto Ciarlini (40 do segundo tempo).
Após esse feito o clube começou a ser mais respeitado, e provou esse respeito no estadual de 1955, quando venceu o segundo turno do torneio e enfrentou o Ferroviário na finalíssima em uma melhor de três partidas. Na primeira o Calouros do Ar venceu o Ferrão por 2 x 0, na segunda partida goleada do Ferroviário por 3 x 0. Na terceira e última partida nova vitória de 2 x 0 do Tremendão sobre o Ferroviário com gols de Zezinho e Zuzinha, conquista do clube da Aeronáutica no estadual, o que até hoje é o seu maior título.
 Calouros do Ar campeão de 1955
Em pé: Jairo,Pedrinho,Coité,Luciano,Jandir,Jesus e o diretor.Major Salgueiro
Agachados:massagista Porenga,Vandir,Zezinho,Beto,Helder,Zuzinha


Em 1956 o principal feito foi a goleada de 6 x 1 sobre o Remo em Fortaleza.
Time que jogou contra o Remo em 1956

O clube disputou os campeonatos cearenses de 1953 a 1968 e 1970 a 1998, conquistando o 3º lugar em1953, 1956, 1960 e 1968. Em 1960, Juarez, atacante da equipe, foi artilheiro do campeonato cearense, com 14 gols. Em 1968, o artilheiro foi Célio, com 9 gols.. Em âmbito nacional o Calouros do Ar chegou a disputar o Torneio Norte-Nordeste de 1968 e a 2ª Divisão brasileira em 1971 e 1972, sem conseguir passar da 1ª fase. Nesses últimos dois anos o clube teve a presença de Gildo, maior artilheiro da história do Ceará.

Calouros do Ar em 1971

 Gildo, ex-Ceará, com a camisa do Calouros do Ar nos anos 70

Time do Calouros do Ar nos anos 70

Nos anos 90 o time tricolor ficava sempre nas últimas posições da tabela de classificação do estadual, até que no ano de 1998 o clube foi rebaixado para a Segunda Divisão do Ceará, ficando em seu grupo com nenhum ponto na antipenúltima posição, após 44 anos de participações interruptas na elite cearense.

Calouros do Ar nos anos 90

Tentou sem sucesso retornar ao local em que se consagrou por anos, principalmente quando ficou na 3ª colocado na 2ª divisão estadual em 1999 e 2003. No ano de 2004 o clube voltou a fazer uma campanha de decepcionar até o torcedor mais fanático e caiu para a última divisão do Ceará, mergulhando no ostracismo.

Em 2008 fez uma boa campanha na Terceirona, mas acabou por não subir, e após a eliminação precoce no campeonato de 2009 o clube se licenciou das competições e ficou suspenso por suspeita de manipulação de resultados, com boas possibilidades de voltar em 2011. 

Hoje em dia a sua diretoria sofre para manter a equipe em atividade. O quadro de sócios, que recebeu poucos integrantes nas últimas décadas, por causa da seqüência de maus resultados, resume-se a um grupo de cerca de 20 torcedores, a maioria presente apenas em ano de eleições no clube. Na década de 60, uma partida entre o América, campeão de 1966, e Calouros do Ar, vencedor de 1955, levaria uma multidão ao estádio Presidente Vargas. Em 2009, porém, os times participaram da Série C do Campeonato Cearense. Infelizmente, em Fortaleza, o clube é hoje uma espécie de sinônimo de time ruim, com expressões do tipo “esses Calouros do Ar da vida…” Para completar o Calouros está suspenso até 2010 devido à suposta manipulação de resultado na derrota por 8 a 0 para o Tauá, no desfecho da terceira divisão de 2008.

Sr. Wambar Menescal, símbolo do clube tricolor

Bandeira histórica do Calouros do Ar


Escudos Anteriores



Evolução (de baixo para cima)



Mascote

Tremendão da Aerolândia


Estádio

Nome: Estádio Brigadeiro Médio José da Silva Porto
Local: Fortaleza/CE
Capacidade: 3000 pessoas
Inauguração: década de 50
Primeiro Gol:
Recorde de Público:
Propriedade: Calouros do Ar Futebol Clube

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CAUCAIA ESPORTE CLUBE


Além de todo o seu potencial turístico, Caucaia conta agora com uma agremiação desportiva, o Caucaia Esporte Clube, time profissional de futebol integrante da Terceira Divisão do Campeonato Cearense de Futebol, fundado em 16 de abril de 2004, por um grupo de desportistas, após o Município ter conquistado o título de Campeão do XXIX Intermunicipal de Futebol, promovido pela APCDEC no exercício de 2002, após 43 anos.

O Caucaia Esporte Clube – C.E.C. conta com o apoio Institucional da Administração Municipal com a liberação do Estádio Municipal Raimundo de Oliveira, para a realização de seus treinamentos e jogos.

O Estádio Municipal Raimundo de Oliveira é dotado de boa infra-estrutura, com bom gramado e boas acomodações, além de localização privilegiada, com fácil acesso e amplo estacionamento, o que enseja a vinda de várias equipes da capital para a realização de treinos em suas dependências.

Tais condições possibilitam uma boa estrutura física para desenvolvimento de nossos atletas, que juntamente com a comissão técnica e elenco compõem a base inicial para concretização do objetivo do clube, que é estar na elite do futebol cearense.

Os desportistas de Caucaia há muito tempo acalentavam o sonho de ver o nosso Município ser representado por um time profissional no certame estadual, o que se concretizou em 2004, com a fundação do Caucaia Esporte Clube.

O Município de Caucaia sempre teve destaque no futebol amador, com a realização de várias competições realizadas pela Liga Desportiva Caucaiense e suas principais filiadas: Associação Desportiva de Caucaia, Associação de Esporte e Cultura do Capuan, Associação Indígena de Esporte e Cultura, Liga Esportiva do Mestre Antônio, Associação Desportiva da Jurema, Associação Desportiva de Futebol Amador de Caucaia, dentre outras. Essas associações revelaram vários craques no decorrer dos anos. Dentre eles podemos destacar o Babá, que jogou pelo Flamengo e na Seleção Brasileira, demonstrando assim a vocação dos atletas de nossa terra.

CAUCAIA ESPORTE CLUBE, a seguir designado pela sigla C.E.C., fundado aos 16 dias do mês de abril de 2004 que, nos termos do art. 217, com seus incisos e parágrafos, da Constituição Federal.

Filiado a Federação Cearense de Futebol – FCF e a Confederação Brasileira de Futebol – CBF. É o único time de futebol profissional do Município de Caucaia.

Desde 2004 que vinha disputando o Campeonato Cearense de Futebol Profissional da 3ª Divisão em 2006 conseguiu ascensão para a 2ª Divisão.

Sede: Rua Tobias da Mota Correia – Bairro Vicente Arruda
Estádio: Municipal Raimundo de Oliveira
Torcida: Torcida Jovem Caucaia (T.J.C.) – Fundada em 02 de janeiro de 2005, contando com 08 pavilhões em vários bairros do Município.
Uniforme: Camisa e calção nas cores vermelha, preta e branca (cores da bandeira do Município).
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CEARÁ SPORTING CLUB

NASCIMENTO DO CEARÁ SPORTING CLUB


A ideia de fundar o Ceará Sporting Club veio no dia 2 de junho de 1914, pelos jovens Luís Esteves Júnior e Pedro Freire, durante um encontro à tarde no Café Art Noveau, que funcionava na Praça do Ferreira. Neste encontro, eles resolveram convidar mais alguns amigos para discutirem a idéia e se reunirem à noite, na residência de Luís Esteves - localizada na Rua Tristão Gonçalves, 6.




A empolgação tomou conta de todos e logo foi providenciada a ata de fundação do, até então, Rio Branco Foot-ball Club. Participaram do histórico encontro 24 pessoas que, por unanimidade, escolheram Gilberto Gurgel como presidente. Além dos três fundadores já citados, tomaram parte do evento: Newton Rola, Walter Barroso, Bolívar Purcel, Aluísio Mamede, Orlando Olsen, Raimundo Padilha, Ninito Justa, Meton de Alencar Pinto, Gotardo Moraes, Arthur de Albuquerque, Cincinato Costa, Carlos Calmon, Eurico Medeiros, José Elias e Rolando Emygdio.


Para ajudar na aquisição do primeiro material, composto de camisas lilases e calções brancos, o grupo juntou dois mil e duzentos réis. No ano de seu surgimento, o Rio Branco disputou um campeonato, que foi organizado pelos próprios clubes da época. Na partida final, realizada em 22 de outubro, o Rio Branco conquistou o título, vencendo o Rio Negro por 1x0, gol assinalado por Olsen. Naquele dia, os campeões formaram da seguinte maneira: Aldo, Garcia e Speedy; Célio, Carlito e Gotardo; Abreu, Pinto, Meton, Olsen e Ninito.


Exatamente um ano depois da sua fundação, uma assembléia geral se reúne com dois objetivos: escolher um novo nome para a equipe e eleger a nova diretoria. Por consenso, a agremiação passou a se chamar Ceará Sporting Club. Sua indumentária também mudou: calções brancos e camisas brancas com listas verticais pretas. No dia 10 de junho de 1915, o jornal Diário do Estado - do Partido Conservador Cearense - trazia na página dois, da edição de número 150, a novidade.



NOVA DIRETORIA - Eis a íntegra da notícia, mantendo-se a grafia utilizada na época:

“Hontem, às 19 horas, effectuou-se a posse da nova diretoria do Ceará Sporting Club (antigo Rio Branco), a qual havia sido eleita para reger os destinos desta futurosa sociedade na presente temporada sportiva. Depois da cerimônia de posse, foram distribuídas várias bandejas de bebidas finas entre as pessoas presentes, ouvindo-se então vários e amistosos brindes entre as comissões dos clubes que se fizeram representar. A nova directoria do Ceará ficou assim organizada: presidente: Nelson Gurgel do Amaral; vice, Meton Pinto; thesoureiro, Artur Braun; secretário, R.H. Justa; directores: Gothardo Moraes, Célio Moraes, R. S. Garcia, José Elias Romcy e Carlos de Alencar Pinto. A nova directoria continuou o dificílimo e espinhoso cargo de treiner (treinador) e capitain geral ao conhecido e competente footballer José Braga Abreu”.


O mesmo jornal já havia publicado, dez dias antes, sobre a reunião que seria responsável pelo nascimento da primeira entidade gestora do futebol cearense: “Reunir-se-à domingo, 30 do corrente, a primeira sessão preparatória para a instalação da Liga Metropolitana Cearense de Foot-Ball, a qual será presidida interinamente pelo distincto footballman Alcides Santos”. Até bem pouco tempo, dizia-se que a Liga jamais existira. No entanto, documentos históricos comprovam o contrário. Vale salientar que a entidade funcionou até 1920 sem jamais ganhar personalidade jurídica. Ela seria substituída pela Associação Desportiva Cearense (ADC) em 1920. A exemplo da sua antecessora, a ADC também não existia de direito, até 1936 quando, enfim, teve seus estatutos publicados, exatamente no dia 29 de janeiro daquele ano.

NA PRIMEIRA DÉCADA UM CAMPEONATO


Até hoje, a maior façanha do Ceará foi a conquista do pentacampeonato de 1915 a 1919, sob a égide da Liga Cearense Metropolitana de Futebol (LCMF), a primeira entidade gestora do desporto local. Ao lado do Stela, Rio Negro e Maranguape e sob a chancela da Liga Cearense Metropolitana de Futebol, o Ceará disputa o primeiro campeonato em solo cearense.

A final ocorreu em 07 de novembro de 1915. O Diário do Estado trouxe a seguinte manchete acerca da esperada decisão: "O Stela Foot-ball Clube o Ceará Sporting Club disputam amanhã o título de campeão do Ceará no campo do Bemfica".


ENCERRAMENTO – Leia um trecho da matéria: "Terá logar amanhã no campo do Bemfica, propriedade do Stella Foot-Ball Club o último match de foot-ball que encerrará a temporada do presente anno, no qual lidarão as poderosas equipes do Ceará Sporting Club e Stella Foot-Ball Club, devendo o jogo ser de uma animação sem igual, visto os dois contendores disputarem um custoso objecto de arte, que será offerecido pelo vencido ao vencedor".


"A Victória difficil será de disputar, pois ambos os teams se acham ultimamente constituídos, adiantando contudo que o Ceará Sporting tem uma magnífica linha de ataque que será bem dominada pela defeza do Stella F.C . Os teams estão assim formados: Stella: Gilberto; Oscar Cabral, Oscar Loureiro, Carlos Alberto, João Gentil (capitão), Clovis Hollanda; Riquet, Clodoveu, J. Bruno, Walter Barroso, Walter e Olsen. Ceará: Aldo; Meton, Garcia, Ninito, Silveira, Rola; Abreu, Pacatuba, Humberto (capitão), Gotardo e Guilherme".


ASSISTÊNCIA - Na edição de 09 de novembro de 1915, o Diário do Estado relatou a vitória do Alvinegro da seguinte forma: “Effectuou-se domingo último no field do bairro do Bemfica o anuciado jogo de foot-ball entre as poderosas equipes do Stella Foot ball Club e Ceará Sporting Club. A numerosa assistência que enchia as archibancadas do Stella teve incontestavelmente a magnífica oportunidade de assistir ao lindo jogo desses fortes elevens, cheio de phases e lances lindos”.


“Terminou esse interessante match com o resultado favorável ao Ceará, que conseguiu marcar mais um goal do que o seu adversário. O primeiro foi shutado por Humberto Ribeiro, capitão do Maranguape Foot-ball club, e o segundo, resultado de um oportuno passe do forward Guilherme Augusto, phayer do Rio Negro, foi marcado por Pacatuba, também do Maranguape. O único goal do Stella foi shoot de Pedro Riquet, um dos magníficos forwards do poderoso e sympathisado Stella. Actuou como referee o senhor Lucio Bauerfeldt, que foi imparcial nas suas deliberações”.


PERMISSÃO - Como se pode notar, na época o regulamento permitia que os times que fossem eliminados emprestassem seus jogadores aos classificados para as fases seguintes - fato que se prolongou até meados da década de 30. Em 1916, o Vozão novamente conquista o título. Desta feita, o Ceará vence o Maranguape, na final realizada no dia 06 de agosto de 1916, por 2x0, gols de Walter Barroso.


Os campeões formaram-se com: Gotardo e Meton; Padilha, Ninito e Silveira; Walter Barroso, Rola, Bolívar, Orlando e Mamede. Em 1917, no dia 8 de dezembro, o Vovô volta ao Prado, local dos certames anteriores, para enfrentar o Stella, na final do campeonato. Pelo placar mínimo, o Ceará derrota seu adversário e conquista o tricampeonato. A equipe jogou com Aldo: Garcia e Gotardo; Célio, Carlito e Braga; Walter Barroso, Meton, Olsen, Mamede e Braun.


PRIMEIRO TETRA - Em 1918, a história volta a se repetir. O time de Luís Esteves e Pedro Freire faz a final contra Fortaleza. Pela quarta vez consecutiva, prevalece, então, a supremacia do Alvinegro, que dobra o adversário na final por 2x0, gols de Walter Barroso e Enoch.

Na emocionante partida, realizada no dia 17 de dezembro de 1918, o Vovô foi a campo com Aldo; Garcia e Gracho; Célio, Carlito e Ninito; Walter Barroso, Meton, Mamede, A. Braun e Enoch. Em 1919. Todas as demais equipes têm um único objetivo: quebrar a hegemonia do Mais Querido e evitar a conquista do pentacampeonato. E o Fortaleza quase consegue.


PENTA - A equipe fundada por Alcides Santos, ganha o 1º turno. Assim, na decisão do returno, precisaria apenas do empate para ser campeã. Ao Ceará, somente a vitória interessava, pois lhe daria o penta, haja vista que, no critério de desempate - que levavam em consideração os pontos conquistados em toda a competição - ele ficaria à frente do rival.


E o triunfo veio no dia 30 de novembro daquele ano, por 2x1, numa virada espetacular, ocorrida nos minutos finais do jogo. Humberto Ribeiro marcou para o Fortaleza, mas Walter Barroso fez os dois gols da histórica conquista. Os pentacampeões jogaram com: Aldo; Garcia e Gotardo; Célio, Moraes, Braga e Aloísio; Walter Barroso, Mamede, A. Braun, Enoch e Cearense.


DOIS TETRAS MARCARAM A HISTÓRIA RECENTE

O Ceará voltaria a colocar a mão na taça no ano de 1922, quando se comemorava o centenário da Independência do Brasil. Além desse fato em si, a conquista foi importante, pois serviu para evitar que o seu rival conquistasse o tricampeonato. O Alvinegro importou diversos atletas do Pará. Dois deles se destacaram: Pau Amarelo e Vitório. Na partida final, acontecida em 18 de outubro, o Vovô goleou o Fortaleza por 4x1, dois gols de Pau Amarelo, um do Abreu e outro do Deca. Clodomir descontou para o rival. O time campeão formou com: Aldo; Gotardo e Meton; Saracura, Vitório e Cantuária; Walter Barroso, Abreu, Deca, Pau Amarelo e Braun.


Em 1939, o clube enfrenta o seu maior jejum sem títulos: seis anos. O campeonato desse ano só se encerraria no dia 11 de fevereiro de 1940, com a goleada de Porangabuçu sobre o Tramways, por 6x2, dois gols de cada: Aníbal, Farnum e Biinha (2). César e Zé Walter descontaram para o adversário.


Nos início dos anos 60 veio a conquista do tricampeonato. O esquadrão preto e branco tinha nomes inesquecíveis, que levaram o clube à vitória seguidamente em 1961/62/63: George, William, Alexandre, Benício, Mauro Calixto, Ivan Carioca, Gildo, Charuto, Carlito, Carneiro e Aloísio Linhares, dentre outros.


Depois deste tricampeonato viria um novo período sem ganhar títulos. Foram sete anos sem dar a volta olímpica no velho Estádio Presidente Vargas. A demora, todavia, seria compensada com a célebre final em 1971, ocorrida em três de agosto. Em campo novamente os dois maiores rivais do futebol local.


O Fortaleza vencia a partida por 2x1, dois tentos de Mimi. Carlindo havia assinalado para o Vovô. A torcida do Fortaleza já fazia a festa quando, nos minutos finais, foi marcada uma falta na entrada da área. O atacante Vitor colocou com rara felicidade a bola no fundo da meta do Tricolor e acabou com o jejum. Inconformada, a torcida do Fortaleza derrubou o alambrado do PV e o árbitro Armando Camarinha sequer reiniciou a partida.


Acabava o sofrimento da galera alvinegra, que deixou o PV numa alegria repetida somente sete anos depois, quando, comandado por um histórico tricolor, o técnico Moésio Gomes, o Ceará comemoraria no Castelão o seu segundo tetracampeonato. As circunstâncias foram parecidas.

Depois do tri, em 1975/76/77, o Vozão parte para o tetra. As coisas, contudo, não acontecem como os alvinegros imaginavam. O time perdeu o turno inicial para o Fortaleza. O presidente Eulino Oliveira tomou uma decisão inusitada e muito questionada: convidou para dirigir tecnicamente o Vovô, no segundo turno, Moésio Gomes, o Paim, um dos mais importantes nomes da história leonina. A jogada de mestre surtiu efeito.


Moésio foi o grande articulador da vitória. Montou um esquema impecável, reeditando o seu consagrado quadrado de ouro, formado pelo trio do meio de campo e mais o atleta Tiquinho. A vitória consagradora surgiu no dia 28 de dezembro, diante de 47.340 pagantes.


Foi Tiquinho quem, aos 45 minutos do segundo tempo, fez o gol solitário do jogo, que foi imortalizado pela narração de Gomes Farias. Sem dúvida, é o gol mais reproduzido em toda a história do futebol cearense e quiçá brasileiro. Naquele dia, Moésio mandou a campo: Sérgio Gomes; Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Erasmo e Amilton Melo; Jangada, Ivanir e Tiquinho.


TERCEIRO TETRA - O Ceará voltaria a repetir o mesmo feito 21 anos depois. No período de 1996 a 1999, um novo tetra é registrado na sua história. Desta feita, sem o dramatismo do anterior. Basta lembrar que, na final acontecida no dia 21 de julho de 1999, o adversário foi o novato e já extinto Juazeiro Empreendimentos. O placar de 0x0 garantiu a conquista.


ZEZINHO - Em 2004, ao impedir o tricampeonato do Fortaleza dentro de campo, o Alvinegro voltou a dar alegria a sua galera. Certos do título, os dirigentes do Leão chegaram a convocar a torcida para uma carreata no dia seguinte. Eis que, na partida final do returno, realizada no último dia 17 de abril, aos 44 minutos do segundo tempo, o atacante Zezinho faz um gol de placa no Castelão, e o time, idealizado por Pedro Freire e Luís Esteves, ganha o returno. Na seqüência, numa manobra considerada a mais imoral do futebol cearense, o Fortaleza, que se negou a disputar as finais marcadas pela Federação, conseguiu no tapetão o título daquele ano. O documento no qual o Fortaleza se negara a ir para as disputas foi roubado de dentro da Federação Cearense de Futebol (FCF) e até hoje o assunto não foi esclarecido.


Em 2006, não houve tapetão que desse jeito. O rival se preparava para conquistar o seu primeiro tetracampeonato - contando com o vergonhoso título do tapetão, no ano anterior. Só que, nos jogos finais, foi atropelado pelo Alvinegro. Com duas vitórias por 1x0, o Vozão acabou com o sonho do adversário e mostrou que "tetra é luxo" e uma prerrogativa do time detentor da maior torcida do Estado.

Agência Ceará Sporting
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